QUANDO A AGROFLORESTA COMEÇOU AQUI NO SÍTIO

Atualizado: 17 de set. de 2020

Depois do curso em Maio e mais uma lista de vídeos assistidos, houve um pensamento otimista que fazer agrofloresta na nossa propriedade era só pegar as ferramentas e meter a mão na massa. Não é bem assim.

Você talvez esteja se perguntando: "Tá! Mas onde se começa então?"


Tínhamos na parte do terreno escolhido uma infestação de jasmin do brejo e capim elefante, duas plantas invasoras, que não permitiam o crescimento de plantas nativas. A água da chuva que escorria da estrada, estava deixando esse terreno sempre úmido. Começamos retirando as plantas exóticas e fazendo uma vala de drenagem na lateral da área. Após retirar as raízes do jasmin do brejo, descobrimos uma argila compacta.


O que fazer com esse solo? Descobrimos que em Santa Catarina, a Epagri fornece aos agricultores gratuitamente assessoria, e faz a análise do solo. A partir desse resultado é possível fazer as correções necessárias, no caso, colocamos calcário sobre o solo.

Para acelerar o processo de descompactação do solo, recorremos a secretaria de agricultura do município, que por um valor simbólico, passou um subsolador e posteriormente a enxada rotativa.


Depois deste processo, sabíamos que nosso solo ainda estava pobre de matéria orgânica, então plantamos adubação verde (milheto e capim mombaça). Após alguns meses, roçamos essas plantas para começar a fazer os canteiros.

Veja que são processos. Essa é uma agricultura de processos. Henrique vive falando isso.

Depois, com essa matéria orgânica sobre o solo, começa a organização do canteiro. É bom ter a disposição umas bananeiras e galhos de árvores. Fizemos o manejo das bananeiras que tínhamos no sítio, e aproveitamos o material orgânico. Estes irão demarcar o espaço ao mesmo tempo que enriquecerão a terra.


No próximo post, iremos contar, como foi trazer Henrique Souza para o sítio

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